Jonas e a Segunda-Feira

Hoje vamos falar sobre Jonas, um contador de 32 anos, formado em uma das melhores faculdades brasileiras. Atualmente ele é Gerente Fiscal de uma grande empresa no centro de São Paulo. Dirige um carro do ano e mora em um duplex na Paulista. Namora Patrícia, uma advogada com uma história semelhante.

Hoje é segunda-feira. Jonas se levantou às 06:00. Escovou os dentes, tomou café às pressas na padaria em frente ao seu apartamento, pois tinha que correr para uma reunião. Dirigiu pelo trânsito lotado, enquanto xingava alguns motoristas ou pedestres. Chegou 15 minutos atrasado. Seu nível de estresse às 08:15 já batia recordes.

A reunião foi um desastre. Mais de 2 horas de “blá blá blá”, e Jonas se fazendo de interessado. Às 10:30 chegou em sua mesa e conferiu os sites de notícias até 12:00, quando foi almoçar. Escolheu o restaurante mais caro das proximidades para compensar a tensão. Retornou ao trabalho, fez uma série de tarefas de forma mecânica e, precisamente às 16:00, já não suportava o escritório e não parava de pensar no próximo final de semana.

Conferiu então sua agenda e viu que o restante da semana seria bem parecido. Na verdade, ele não se lembrava da última vez que teve um dia interessante no serviço. Mas pelo menos Jonas sabia que a terça seria melhor, afinal, estaria um dia mais próximo da sexta.

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Vida?

Caro leitor, pense por um momento: como são as suas segundas-feiras? Você atravessa elas sem ânimo?  Cabisbaixo? Desmotivado? Torce pelo fim do dia, assim como torce pelo fim de todos os dias que não sejam sexta, sábado ou domingo? Veja o que essa ideia representa: viver torcendo para que o hoje acabe, visto que o amanhã será melhor…

A vida é uma só. Sem ensaios, sem segundas chances, sem retornos. O amanhã (ou o Sábado seguinte) não existe. Só existe o agora. Como então, em sã consciência, você esperaria a “chance” de ser feliz? Não é assim que funciona! Se você não fizer o hoje ser suficientemente bom, viverá a maior parte do tempo se preocupando com o futuro e não haverá felicidade nem aqui e nem lá.

Todos nós passamos por momentos difíceis ou por dias em que as coisas não são exatamente o que esperávamos. Isso é fato. A questão é: o que você vem fazendo para criar uma felicidade sustentável, que vá além dos finais de semana? (Espero que sua resposta não seja esperar pela aposentadoria).

Desperte, Antes Que Seja Tarde

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Olha, nada contra o estilo de vida que você escolheu. Não vou entrar nesse mérito. A minha discussão aqui é sobre o nível de satisfação que você tem no dia a dia. Felicidade não é um mito. É preciso lutar contra as adversidades e nunca se estagnar diante de uma existência que não traz plenitude.

Tome atitudes efetivas por aquilo que quer. Você diz que o emprego está ruim, mas o que você está fazendo para conseguir um melhor? Abriria mão de parte do que conquistou se isso significasse ser mais feliz? Mudaria de carreira em prol da chance de ser motivado 7 dias por semana?

Vontade, Decisão, Atitude

Nossas vidas são feitas de decisões, por isso, antes de tudo, uma pergunta: você, que anda insatisfeito com sua carreira ou com seu estilo de vida atual, ainda quer viver a vida dos seus sonhos? Se a resposta for não, basta esquecer tudo o que leu até aqui. Caso contrário…

Levanta a bunda da cadeira e vai fazer mais dessa vida do que simplesmente durar! A história de Jonas é uma metáfora para o que muitas pessoas estão vivendo dia após dia: uma existência vazia de significado, resumida a ficarem insatisfeitas 5 dias por semana e vivendo das pílulas de alento que recebem nos outros 2.

Não seja só mais um Jonas vagando por aí, tentando compensar sua frustração com coisas caras ou status. Pare por um segundo e pense seriamente se você gosta da vida que leva e da pessoa que se tornou. Reflita, antes que a única recordação de sua existência seja uma lápide que diz: Aqui jaz um árduo trabalhador.

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