A Paixão do Esportista

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O Coaching possui uma dimensão que remete aos primórdios de sua aplicação e que tem um formato bem diferente da esfera pessoal e profissional: o Coaching Esportivo. Trata-se da aplicação de técnicas na busca do aumento no desempenho físico e emocional para equipes e indivíduos envolvidos em atividades esportivas. O foco é na superação.

Um dos principais significados para superar é “ir além”, ou seja, ultrapassar um limite anteriormente alcançado. Isso envolve três aspectos principais: conhecimentos técnicos do esporte, habilidade (aprimorada por meio dos treinos) e paixão. Isso mesmo, paixão.

A Dor do Esportista

Como Coach uma das minhas principais preocupações é encontrar o que limita os Coachees. Isso significa entrar no mundo deles, ver o que eles veem e sentir o que sentem.

O trabalho da esfera pessoal, por exemplo, quase sempre tem a ver com a qualidade dos relacionamentos. O lado profissional já envolve facetas mais complexas, como ter um propósito e descobrir o que é o sucesso. Mas o Coaching Esportivo pode assumir formas realmente difíceis de enfrentar. Isso porque os esportistas têm desafios como:

  • Lidar com a vitória e o fracasso em intervalos muito curtos
  • Precisar de motivação ao longo de todo o seu trabalho (Não pode haver dia perdido!)
  • Seu envolvimento é elevado, tanto em nível físico quanto emocional, o que gera feridas
  • Lidar constantemente com adversários
  • Privar-se em vários níveis

Tudo isso eleva o estresse e, muitas vezes, dificulta a manutenção do equilíbrio físico e emocional. É pesado enfrentar toda essa pressão sem ter ao que se apegar, de forma que um dos principais caminhos para lidar com a questão está em cumprir a máxima esportiva de que: em tempos de crise, retorne aos fundamentos, lembre-se do básico, volte ao ponto onde tudo começou. Isso envolve a técnica, mas também é intrinsecamente ligado à paixão.

Uma Questão de Fundamento

Ninguém inicia as atividades esportivas pensando em ser grande. Todos partem de algum ponto em que só importa a paixão por fazer o que se faz. Ou seja, o esporte pelo esporte. No início o que interessa de verdade é o apego ao trajeto, não ao troféu, ao ego ou à realização.

A estrutura competitiva em que fomos educados nos ensinou a exaltar a vitória, mas essa postura é tão contraditória que pensar mais naquilo que o esporte pode trazer, do que naquilo que se deve fazer, é a fórmula perfeita do fracasso. Tudo se torna uma obrigação e perde o sentido, pois a alegria do princípio se vai.

Não estou dizendo que você não deve se empenhar ou não levar a sério, apenas que a forma mais poderosa de empenho está no propósito. Pense: quando alcançou seu maior desempenho, o dia em que fez mais gols, nadou mais rápido, pulou mais alto ou correu a maior distância, alguma coisa nesse momento importava mais do que a paixão que você nutria pelo esporte?

Um Desafio Aos Esportistas

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Pensando na importância de saber voltar ao início de tudo, quero propor um desafio para a próxima semana, caro esportista: ao corredor, observe a paisagem, sinta a brisa, preocupe-se menos com seu tempo. Ao ciclista, pegue sua bicicleta e ande com uma criança ou um amigo que tem menos costume. Ao nadador, entre na piscina e apenas se divirta.

Não importa qual a sua modalidade, apenas faça as coisas como no princípio. Divirta-se! Depois dessa experiência, responda para si mesmo e aqui, na Academia de Espartanos, caso sinta-se à vontade: de onde vem sua paixão pelo esporte? Qual o real propósito? O que ele representa para você?

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