Entregue-se à Jornada: Queime os Navios

Todos precisamos de objetivos: alvos para perseguir que nos motivem e deem sentido a nossa caminhada. A grande questão é que eles nem sempre são fáceis de serem alcançados e, portanto, podem exigir duros esforços e sacrifícios.

Apesar disso, nós não fomos feitos para desistir. Ansiamos pela realização e nos frustramos amargamente quando ela não acontece. E o mais curioso é que, muitas vezes, tudo o que precisamos é seguir em frente. Sendo assim, se me permite um conselho: elimine todas as possibilidades de retroceder.

Diga aos Covardes que Voltem

ship2Hernán Cortés foi um conquistador espanhol que, em dado momento de suas expedições, aportou no México e se viu diante de um numeroso contingente asteca. Sua intenção era empreender a conquista do território dos indígenas, porém ele imaginava que nem todos seus homens teriam o ânimo e a coragem necessários para enfrentar um grande número de nativos como aquele.

Conta a história que ele então solicitou a todos os covardes que entrassem nos navios e retornassem a Cuba, o local do qual eles haviam partido. Como nenhum dos homens se manifestou, o comandante ordenou que os navios fossem queimados. Este é o exato ponto em que loucura e genialidade se confundem.

Aquele grupo relativamente pequeno de homens seguiu para a batalha com uma ferocidade fora de série. Eles não tinham para onde voltar: venciam a guerra ou morriam. Seria de se esperar um fim trágico para os conquistadores, mas a estratégia funcionou e Hernán Cortés entrou para a história.

Cortando as Pontes Para o Fracasso

Entre você e seu objetivo sempre haverá percalços. São raros os casos práticos em que se alcança resultados consistentes sem duras batalhas. Cortés sentiu isso na pele. Diante de milhares de Astecas, em um território hostil e com a possibilidade de seus homens fraquejarem, ele se viu pressionado como poucos.

Havia a opção de adentrar no conflito e deixar os navios como garantias de segurança, mas se restassem opções, ao primeiro sinal de dificuldades seus homens desistiriam do objetivo. Ele então fez o, aparentemente, ilógico: criou ainda mais caos.

Ao tirar de seus homens a opção de retorno, ele criou o que o grande estrategista de guerra, Sun Tzu, chama de terreno de morte: diante de um caso em que a única opção de sobrevivência é a vitória, homens se empenham tanto quanto o possível por um objetivo que representa suas próprias vidas.

O Poder do Foco

352e6cfd1181debd04d3a1b23808279bNão estou dizendo que você deva, literalmente, se colocar entre a morte e a vitória, caro leitor. A questão é a gana com que você busca aquilo que deseja. Se você deixar espaços para ambiguidades e dúvidas, quando as dificuldades vierem você recuará.

Em tudo aquilo que se envolver, entregue-se de corpo e alma. Assim como Cortés, encontre caminhos radicais, se necessário, mas não se renda. Um dos maiores valores do ser humano está na capacidade de defender aquilo em que acredita e os sonhos que possui.

Foque na meta, elimine as brechas, lembre-se de respirar e avance. Apenas os covardes retrocedem quando estão entre a batalha e o caminho de volta!

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