Chega de Conforto: Despedace a Caixa

8816474f1d_85968737_o21Muito se fala sobre criatividade e inovação nos dias de hoje. A expressão “pensar fora da caixa” se popularizou de tal forma que, antes um sinônimo de inovação, tornou-se um senso comum. O fato, porém, é que muito se cobra a respeito do tema, mas poucos são os mecanismos efetivos para auxiliar as pessoas no processo. O conceito então permanece abstrato e pouca coisa realmente muda.

No artigo de hoje queremos fazer uma proposta: encontre formas diferentes de enxergar o mundo, perspectivas distintas de um mesmo fato. Talvez pareça loucura, mas executivos têm muito a aprender com dança de salão. Já programadores podem ser extremamente beneficiados por aulas de marketing.

A Prisão do Mais do Mesmo

Estar dentro da caixa quer dizer estagnação. É uma posição de visão e mentalidade engessadas na qual dá-se as mesmas respostas, tentam-se as mesmas soluções e o mundo desaba quando algo dá errado. Isso acontece graças à nossa tendência de sistematizar ações: é mais fácil optar pelas respostas prontas e estratégias de praxe do que se reinventar constantemente.

O problema acontece quando o comum já não atende. Quando o concorrente melhora, o mercado satura, as pessoas cobram mais e de repente tudo aquilo em que se acreditava perde o valor. Aí a dificuldade vem e chega a hora de sair da zona de conforto.

Um Mundo de Possibilidades

Você já parou para pensar na lógica que uma senhora segue para fiar linhas de crochê? Ou no nível de esforço e equilíbrio exigidos de uma dançarina de balé? Já tentou pensar na estratégia de um jogador de pôquer? Ou então acompanhar a movimentação de um boxeador?

São quatro formas inteiramente distintas de inteligência, percepções e objetivos. Pensar fora da caixa envolve exatamente isso: vivenciar problemas por mais de um caminho. Os exemplos dados acima podem não ter relação direta com suas atividades, mas com certeza podem incrementar sua maneira de pensar.

As soluções nem sempre estarão em manuais técnicos, mas em formas mais abrangentes de se raciocinar. Quer exemplos? Vejamos alguns:

  • Gustavo Ziller, em sua palestra sobre vendas (Acesse aqui), explica de forma primorosa como ele extraiu suas estratégias de trabalho daquilo que aprendeu como músico;
  • No livro “Sonho Grande”, em um dos capítulos dedicados a Jorge Paulo Lemann, o brasileiro mais rico da atualidade, ele declara que algumas das grandes lições que aprendeu para o mundo dos negócios não vieram de sua passagem por Harvard, mas sim das dificuldades como surfista;
  • No livro “A Estratégia do Oceano Azul” (Saiba mais), encontramos uma grande variedade de exemplos nos quais grandes soluções foram extraídas da junção de mais de uma área ou de mais de um campo de conhecimento.

Quebrando a Caixa

be_different_scholarshipQuer sair da caixa? A dica da Academia de Espartanos de hoje é se libertar da sua zona de conforto. Pense nas seguintes questões:

  1. Você se dedica a algum hobby?
  2. Qual a última vez que aprendeu algo novo?
  3. Você tem o costume de ler livros de outras áreas de conhecimento?
  4. Seu networking envolve pessoas com outras formações? Você tem o costume de conversar com elas?

Acredite, formas multidisciplinares de pensamento são extremamente efetivas para quem quer soluções diferenciadas. Você abre portas que são incomuns à sua área e dessa forma cria oportunidades que normalmente não seriam possíveis. Quer pensar fora da caixa? Mova-se com tudo em diferentes caminhos.

Estimule várias áreas do seu cérebro, saia da rotina, conheça pessoas e ambientes novos, tente outros caminhos. Nada de ficar preso a uma única forma de pensar e agir. Vá além daquilo que o ensinaram no banco da escola e preze pelo novo, pelo diverso. Afinal, como diria um certo poeta Inglês:

“Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia.”

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