Usain Bolt: Só Termina Quando Acaba

esporte-olimpiada-usain-bolt-20120806-003O homem mais rápido do mundo. Quantas pessoas ao longo da história tiveram a honra de receber essa alcunha? Difícil precisar. O que podemos dizer é que, em nosso tempo, ninguém a mereceu tanto quanto Usain Bolt. O cara é uma máquina.

7 vezes ouro nas olimpíadas e com grandes chances de ir ainda mais longe, o raio jamaicano não cansa de surpreender a todos com suas capacidades físicas e com seu carisma. Vejamos o que a postura dessa lenda dos esportes nos ensina sobre superação.

Obstáculos = Caminho Certo

A participação de Bolt nas olimpíadas era incerta. Durante a classificatória ele sentiu uma lesão que o impediu de participar da final e precisou utilizar critérios técnicos para garantir sua passagem para o Rio de Janeiro. Além disso, havia mais uma dificuldade a ser superada: Justin Gatlin.

O corredor norte-americano detinha as melhores marcas de 2016 nos 100 metros e vinha com tudo em busca de impedir o tricampeonato de Usain Bolt. As condições não eram as melhores: precisava vencer um dos mais duros adversários de sua carreira, pouco mais de um mês após a lesão que o tirou da classificatório. Parecia derrota certa, exceto para ele.

Em Suas Marcas…

O estádio inteiro na expectativa. Os outros corredores concentrados. Mas ele não. Bolt distribui sorrisos, acenos, aguarda ansioso pela câmera, pois quer mostrar para o que veio. Faz um gesto engraçado quando o filmam, como quem diz: “aqui sou eu, a pista é minha”.

É hora de se preparar, ficar em posição. Como um maestro, pede silêncio e o estádio obedece. Preparado para fazer sua mágica. Corredores a postos, uma atmosfera elétrica toma conta do ar, corações acelerados e tudo se resume a um momento, um estímulo: a largada é dada.

Bolt sai mal. Vê Gatlin disparar na frente. Por alguns segundos, tudo pelo que ele lutou vai por água a baixo. Todas as expectativas depositadas em suas últimas olimpíadas não valem de nada. O sonho parece prestes a acabar. A questão é: o homem mais rápido do mundo ainda não vai se render.

O Raio Lançado Não Volta Atrás

Todo objetivo é constituído por etapas. Você galga vários degraus até chegar onde deseja. Cada um desses momentos precisa estar alinhado com o seguinte, até que o resultado esperado se mostre com clareza. Isso significa que você tem duas opções diante de um obstáculo: desistir ou corrigir a rota.

RIO DE JANEIRO, BRAZIL - AUGUST 14: Usain Bolt of Jamaica competes in the Men's 100 meter semifinal on Day 9 of the Rio 2016 Olympic Games at the Olympic Stadium on August 14, 2016 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Cameron Spencer/Getty Images)

Bolt escolhe a segunda opção. Se a largada não foi das melhores ele precisa compensar ao longo do caminho, intensificar. E é exatamente o que ele faz. É hora de dar tudo de si, de fazer cada metro até a linha de chegada valer a pena. É hora de romper com o que ficou para trás e criar um futuro de ouro.

Bolt vai com tudo. A respiração aumenta, as pernas forçam até o limite, cada músculo do corpo se tenciona rumo a um único objetivo: cruzar a linha em primeiro. Um a um os outros atletas ficam para trás. O monstro sai da caixa. A largada já não importa e Gatlin tem de se render: o homem mais rápido do mundo não será superado hoje.

Na Vida Como na Pista

Bolt é um exemplo. Sua gana pela vitória, combinada com grande habilidade e um foco além do comum, mesmo quando as coisas não saem exatamente como esperado, tornam ele uma pessoa surreal.

Sempre que o caminho for feito de pedras, lembre-se da lição mais importante que aprendemos com o raio jamaicano: a chegada sempre importa mais do que a largada.

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